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Leis do UX.
HeurísticasClássicaPaul Fitts · 1954

Lei de Fitts

Fitts's Law

O takeaway

O tempo para atingir um alvo depende do tamanho do alvo e da distância até ele.

Explicação

Formulada por Paul Fitts em 1954 a partir de experimentos de movimento humano, a lei descreve uma relação previsível: quanto maior o alvo e quanto menor a distância até ele, menor o tempo para alcançá-lo. É a razão de botões importantes serem grandes, de menus aparecerem perto do cursor e de o polegar mandar no desenho de qualquer tela de celular.

Na prática, o custo de um clique não é só o clique: é a mira. Alvos pequenos e distantes cobram tempo e atenção — e no toque, onde não existe cursor para corrigir a rota, cobram erro.

No contexto brasileiro

A seção-assinatura do site: como a lei se comporta em produtos e serviços usados no Brasil.

  1. O Brasil mira com o polegar

    A TIC Domicílios 2025 registrou que 65% dos usuários de internet no país acessam a rede exclusivamente pelo telefone celular. Na classe DE são 87%; na classe A, 5%. Para a maior parte do público brasileiro não existe cursor, não existe hover e não existe correção fina de rota — existe polegar. Alvo pequeno aqui não custa milissegundos, custa erro.

  2. O Banco Central recomenda alvo maior

    Os Requisitos Mínimos para a Experiência do Usuário, que integram o regulamento do Pix e valem para todos os participantes, trazem um capítulo de acessibilidade que recomenda, quanto à deficiência visual, o "aumento do tamanho das áreas de toque dos botões ou ícones". É a Lei de Fitts escrita em norma: a régua do alvo virou requisito regulatório do sistema de pagamento mais usado do país.

Aplicação prática

  • Alvo de toque nunca abaixo de 44×44px — e o espaçamento entre alvos conta como parte do alvo.
  • Ação primária na zona do polegar; ação destrutiva longe dela.
  • A área clicável pode ser maior que o desenho do botão — o alvo é o que responde, não o que se vê.

Leis relacionadas

Fontes

Fitts, P. M. (1954). The information capacity of the human motor system in controlling the amplitude of movement. Journal of Experimental Psychology, 47(6), 381–391. O experimento é de movimento físico com estilete, anterior a qualquer interface gráfica — a aplicação a ponteiro e toque veio décadas depois.

Referência BR: Cetic.br | NIC.br, Banco Central do Brasil

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