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Leis do UX.
Original BR

Tolerância ao Jeitinho

Princípios originais BR

O caminho não-feliz é o caminho real — projete para ele.

Explicação

A observação é que o caminho não-feliz não é exceção: é o caminho. Nome que não cabe no campo, endereço sem número, CPF de terceiro, dois cadastros para a mesma pessoa, comprovante enviado por outro canal porque o upload não funcionou. O usuário improvisa para concluir a tarefa, e o improviso é sinal de que o sistema previu um mundo mais arrumado do que o que existe.

Esta é a lei com a ressalva mais forte do acervo. Há literatura consolidada sobre o "jeitinho" nas ciências sociais desde os anos 1990, e há inclusive instrumento de medida em psicologia — mas nenhum desses trabalhos é sobre interface. Ligar o traço cultural descrito por essa literatura ao comportamento em produtos digitais é um salto que ninguém publicou e que este site não tem como sustentar. Fica registrado como o que é: uma hipótese de trabalho, útil para orientar decisão de design, insuficiente para ser tratada como conclusão.

No contexto brasileiro

A seção-assinatura do site: como a lei se comporta em produtos e serviços usados no Brasil.

  1. O "jeitinho" tem literatura — só que não é de UX

    O termo tem bibliografia própria nas ciências sociais desde O jeitinho brasileiro: a arte de ser mais igual que os outros, de Lívia Barbosa (Campus, 1992, com prefácio de Roberto DaMatta), e ganhou instrumento de medida em psicologia: uma escala ipsativa construída sobre 11 historietas de situações cotidianas, testada com 480 participantes e publicada na revista Psico em 2023. Nenhum dos dois é pesquisa de interface. Por isso este princípio segue marcado como hipótese: há descrição consolidada do comportamento social e não há, até onde apuramos, evidência publicada ligando esse comportamento ao caminho não-feliz em produtos digitais.

Aplicação prática

  • Projete o caminho alternativo com o mesmo cuidado do principal — ele vai ser usado.
  • Aceite dado imperfeito quando der para seguir, e sinalize o que precisa ser corrigido depois.
  • Observe o improviso em vez de bloqueá-lo: ele mostra onde o fluxo previsto não serve.

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Fontes

Status desta lei

Este princípio é uma formulação original deste site e não tem base acadêmica publicada em design. Existe literatura consolidada sobre o "jeitinho" nas ciências sociais e um instrumento de medida em psicologia — ambos citados na seção "No contexto brasileiro" —, mas nenhum trata de interface. É a lei com a ressalva mais forte do acervo.

Referência BR: Lívia Barbosa

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